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Guarda

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Quais os potenciais em cada uma das situações que estamos colocados? Para responder essa pergunta com precisão é necessário estar em atitude de disponibilidade para transição, ou em guarda. Grão Mestre Leo Imamura demonstra no YouTube, em guarda, a guarda do Ving Tsun Guarda não é apenas uma posição. Ela é, em essência, a realização corpórea de uma não-posição por localizar-se no ponto intermediário da transição entre diferentes cenários e seus potenciais. Eu, irmãos Kung Fu Roberto, Guilherme, Claudio, e nosso Si Fu Se todo cenário conserva uma disposição que lhe é própria e simultaneamente se transforma por ser movimento de realização dos potenciais nele contido, é pela integração da guarda a todos os meus movimentos que me faço um leitor-ator perspicaz nesse cenário e posso responder à pergunta. Eu, em posição de guarda, mas fora da guarda

O curso da energia e o marco

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A ideia de que a realidade é movimento para mim é fascinante. Antes de iniciar o Baat Jam Do, a divisão de um movimento qualquer em várias partes a serem estudadas, estanques umas das utras, me parecia fruto de uma arbitrariedade sem fundamento. "O movimento precisa sempre conectar com o próximo", era meu mantra. Mas hoje vejo que a arbitrariedade dos marcos é minha principal aliada, pontos de virada na energia do movimento. O movimento não "precisa" se conectar, ele vai se conectar com o próximo, queiramos ou não. Caso contrário, matamos sua energia. Ora, se todo movimento é energia, e como a energia se transforma no seu curso, isto é, sofre alterações na sua qualidade e na sua quantidade após interagir com o meio, a única maneira de perceber essa energia é quando ela se transforma em sua interação. Os marcos são lupas humanas, arbitrárias, em certos pontos. Um sistema de desenvolvimento de Kung Fu aponta, através de diversas arbitrariedades, ou marcos, certos mome

Quando o hábito se transforma em arte

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Temos muitos hábitos. Alguns deles pouco instintuais, como escovar os dentes, vestir-se de acordo com o contexto, dirigir automóveis, pintar quadros, realizar postagens em blogs, entre outros. Arte da pintura, foto do Patriarca Moy Yat O hábito não transforma o complexo em simples, mas ao ser adqurido por um esforço consciente pode alcançar o nível de arte, de um meio para a exposição de uma excelência pessoal. Quando alguém olha um artista, tudo parece simples. Mas um observador adulto sabe que essa simplicidade é apenas aparente, que na verdade é resultado do trabalho. Como artista marcial, a busca por ser excelente em uma atividade qualquer, que também pode se elevar a arte, é expressão do Kung Fu desenvolvido pelo sistema Ving Tsun. Lançamento do livro Tao do Surf. Na foto, o autor, Mestre Sênio Julio Camacho O hábito vindo das postagens frequentes do meu Si Hing Thiago Pereira no atual "A Journey of Ving Tsun Life", antigo "Blog do Pereira", me faz pensar como

Quando a palavra é corpo inteiro

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A arte do leitor ou do ouvinte é perceber o que sutenta a palavra Se mão, se a perna, se outra parte, se o todo O emissor se faz presente por inteiro? Arbitrariamente se divide? Intencionalmente se divide? A arte assim pode diferenciar arte de técnica Quando falo, escrevo, posso dominar a técnica do bem-falar ou do bem-escrever Entretanto, falar por palavras pode estar restrito a uma parte do meu corpo Se sei manipular, sei segurar e soltar letras Se sei andar, sei também caminhar pelas frases Falar com o corpo por inteiro é muito especial Com meu corpo ando, pego, transpiro, pisco, respiro A palavra todo-corpo não é abstração é testemunha possuída pela palavra no papel ou no ar Transita em dois mundos A abstração pode representar Mas a representação pode enganar Como corporificada por inteiro, a palavra é ato e testemunha, é fato Há mais cabeças sem mulas por aí do que mulas sem cabeça

A extensão da prática para a conduta

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Desde que ouvi pela primeira vez meu Si Gung, grão mestre Leo Imamura, falar sobre "extensão para a conduta", em 2009, senti-me motivado a pensar como as práticas corporais realizadas no Mo Gun e as conclusões que cheguaria poderiam estar ligadas ao meu dia-a-dia. Cena do filme Karatê Kid (2010) Lembro que perguntei alguns meses depois a um Si Hing sobre o que ele sabia do assunto, e ele disse para mim que o treinamento com o bastão, por exemplo, poderia ser desdobrado em algo como limpar as teias de aranha do teto com a vassoura. Não me convenci inteiramente do que ele estava falando. E apesar de não discordar, achei que haviam limitações naquele tipo de "extensão para a conduta".  Antigo Mo Gun do Recreio/Barra da Tijuca Com o passar dos anos, vi que sofri uma espécie de "calote". Iniciei o Ving Tsun Experience pensando que depois de alguns meses saberia agredir pessoas com golpes prontos treinados até a exaustão. Descobri, entretanto, que agredir alguém

A humanidade no movimento feito solitariamente

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Desenhar o movimento Repetir Correto? Verificar Vai ficar melhor! Repetir Correto! Correto? Novamente! Dúvida. Correto!? Aguardar É hora de mostrar! Anseio A mente esvazia Errei! Se não há outro,  nem mesmo virtual, não há erro, nem acerto. Movimentar sem outro é simular o outro Desenhar o outro de mim para estar melhor preparado para encontrar o outro do outro

Montagem da sequência

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Há um sequência que se monta um tipo de tendência  corpo humano que quando falta algo, desmonta mas onde vou achar aquela peça? nela não vem escrito 1, 2, 3, ... Cada novo encontro  tudo desmonta reencontro minhas peças com orgulho apresento meu corpo, montado joelho no pescoço! cabeça no ombro! pé no abdomen! remonto... se o erro estava na peça 100  mas montei até a mil, desmonto até a 99 para depois continuar. Entretanto, quase sempre descubro que o erro estava na 1 ou antes.