O curso da energia e o marco

A ideia de que a realidade é movimento para mim é fascinante. Antes de iniciar o Baat Jam Do, a divisão de um movimento qualquer em várias partes a serem estudadas, estanques umas das utras, me parecia fruto de uma arbitrariedade sem fundamento.


"O movimento precisa sempre conectar com o próximo", era meu mantra. Mas hoje vejo que a arbitrariedade dos marcos é minha principal aliada, pontos de virada na energia do movimento. O movimento não "precisa" se conectar, ele vai se conectar com o próximo, queiramos ou não. Caso contrário, matamos sua energia.


Ora, se todo movimento é energia, e como a energia se transforma no seu curso, isto é, sofre alterações na sua qualidade e na sua quantidade após interagir com o meio, a única maneira de perceber essa energia é quando ela se transforma em sua interação. Os marcos são lupas humanas, arbitrárias, em certos pontos.


Um sistema de desenvolvimento de Kung Fu aponta, através de diversas arbitrariedades, ou marcos, certos momentos de transformação da energia, o que ocorre pela inevitável interação com o meio-corpo. A arbitrariedade de estudar partes separadas do sistema, deixou de ser para mim a ausência de fundamento.


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